A MORTE É A SOLUÇÃO?


Na manhã desta segunda-feira (29/08/2016), um homem de 33 anos pulou do último andar do Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, por volta das 11h.Ele estava com o filho de quatro anos no colo. A criança também morreu. De acordo com o delegado Lupércio, do 23º Distrito Policial de Perdizes, informou que Rodrigo Quicon escreveu uma carta, na qual informava que os familiares saberiam da morte dele pela televisão. Quicon era motoboy, mas estava desempregado. A criança que morreu se chamava Brayan Rolim. Ainda segundo o delegado, o homem tinha problemas conjugais com a ex-mulher. Antes de se matar, ele enviou uma mensagem de texto para a atual namorada se despedindo. De acordo com os investigadores, o homem não tinha compromissos agendados no fórum, que foi evacuado e teve as atividades suspensas durante o dia. Casos de suicídios no fórum trabalhista são recorrentes. Em março deste ano, servidores protestaram por mais segurança, a fim de evitar esse tipo de episódio. O ato ocorreu um dia após um homem se jogar de um dos andares do prédio. FONTE: http://noticias.r7.com/sao-paulo/em-carta-homem-que-se-jogou-de-predio-avisou-que-saberiam-da-morte-dele-pela-televisao-29082016

Sobremaneira o que leva um homem a drástica decisão em extirpar a própria vida?

Por vezes passamos por situações quais desejamos a própria morte, visto que as cargas de problemas se tornam pesadas o suficiente a macular o desejo de viver e ofuscam o brilho da vida pelo sopro divino. É nesse momento que na cabeça do homem (fraco) nem Jesus salva.

Percebo a cada dia que a humanidade tem se afastado da própria humanidade e, distante do amor pela vida, é cada um por si, afinal, somos detentores dos problemas e dos problemas somos vítimas reais.

Quando a pessoa se enfraquece ao ponto de atentar contra a própria vida, certo é que esta mesma pessoa não reservou espaço no coração para que Deus permanecesse e, dessa feita, se sobrecarregou com as adversidades da vida. Fato!

O comportamento suicida está associado com a impossibilidade do indivíduo em identificar alternativas viáveis para a solução de seus conflitos, optando pela morte como resposta de fuga da situação estressante.

A vida é bela, mas o fardo do mundo projeta terror.

Certo é que a pessoa suicida não consegue ver além dos problemas quais lhe assombram e passa a entender que a solução imediata é a própria morte, como escapismo. No entanto, é possível (pelas considerações científicas) identificar o sujeito suicida e segundo a psicologia, existem vários comportamentos que indicam a possibilidade de ideação suicida.

Dentre eles o relato de querer desaparecer, dormir para sempre, ir embora e nunca mais voltar ou mesmo objetivamente o relato do desejo de morrer, mesmo quando falado num tom de brincadeira, devem ser considerados indícios significativos e levados a sério.

Não obstante, a morte jamais será conhecida pelo homem que não busca a Deus e a expressão da verdade se perfaz naquele que crê nas Escrituras, visto que a todo que crê sabe que além da vida vem a glória.

A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:21-22 “Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.”

É triste saber que muitos não conhecem a Deus e expostos aos problemas carnais se desesperam e passam a crer que dar cabo à vida é a solução mais viável. No entanto, persiste culpa também aquele que crê em Deus, mas que a bem da verdade pouco se importa com o próximo e nada faz para mitigar a dor do seu vizinho, preocupando-se somente com seus assoberbados dias de lutas, esquecendo-se da ordem “amar ao próximo como a ti mesmo”.

Na posição de professor, certa vez eu estava na sala de aula e preocupado com o desenvolvimento da matéria passei a tecer comentários das matérias anteriores, visto que desejava que alguns alunos, quais estavam atrasados no conteúdo, pudessem acompanhar os demais, ou seja, fiz isso no escopo de reunir a todos na compreensão do tema em debate e, posterior a isso, seguramente, como equipe, seguirmos juntos no aprendizado.

Pois bem.

Cedido espaço de intervalo entre os turnos (pausa para o café), alguns alunos se reuniram e me procuraram reclamando quanto à matéria que estava sendo apresentada em sala de aula, pois se sentiam prejudicados, afinal, queriam dar seguimento ao conteúdo programático e que não deveriam pagar o “pato” por alunos quais estavam “atrasados”.

Naquele momento meu coração doeu. Senti uma tristeza tamanha, mas não titubeei. Agradeci os comentários e as opiniões, retendo as lamentações.

As pessoas estão cheias de si e vazias de amor. Esses alunos que reclamaram quanto a matéria estavam preocupados com o seu “eu” e para eles a expressão “nós” nada significa para crescimento pessoal.

Ledo engano.

Somos pó e ao pó retornaremos. Quanto maior o conhecimento, mas segura deve ser a humildade.

O prazer do homem é se sobrepor, se sobressair, ser e se sentir o maioral. Qual a preocupação daqueles que reclamaram com a falta de conteúdo? Qual foi o argumento? Sim, que não deveriam pagar o “pato” pelos atrasadinhos na matéria.

Que sensação estúpida da falta de amor ao próximo. Pudéssemos, pois, nos reunirmos ali e em conjunto combinar, inclusive, aulas especiais de adaptação, com apoio de alunos quais quisessem colaborar com os conhecimentos aprendidos, num ato de solidariedade, de amor ao próximo, mas não, nem pensar, afinal, a vida é de glória e só os “fortes” sobrevivem.

Não se venda. Não se veja assim. Sim, seja do tipo que desce do ônibus para ajudar. Que levanta do banco para a senhora sentar. Que ajuda sem importar a quem. Seja “hu”, humano.

Eu, quando entro em sala de aula quero, verdadeiramente, ensinar. Sou assim, porque sou praticante da palavra, amo o que faço e agradeço o que aprendi e ensino o que me serviu como lição. Não sou um mero especulador que se beneficia das Escrituras e do conhecimento para perambular na Terra como um julgador de condutas ou um soberano ser racional. Compreendi que o maior sábio que pisou na Terra nos ensinou que lavar os pés do próximo, mesmo sabendo ser superior a qualquer ser vivo, é a maior prova de afeto e solidariedade que poderia nos servir como exemplo de vida.

Daí por diante passe a olhar ao seu redor. Seja amigo, solidário, companheiro. Puxe assunto, mas capriche nas palavras. Seja amoroso.

Entregue o seu melhor e lembre-se sempre: O que se planta, colhe.

Existem pessoas que precisam de você, mais do que você mesmo precisa dos outros, mas a vida é uma troca, ou seja, se hoje se doar, amanhã receberá doação.

Ajude sempre.

Marcelo Passiani


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