Armadilhas da Mente


Hoje eu estava lendo um dos livros de Augusto Cury, renomado escritor, cujo nome é "O código da Inteligência" e trechos do livro relatam sobre as armadilhas da mente humana, as quais são absolutamente capazes de destruírem, por si só, mentes brilhantes ou que poderiam ser brilhantes, se bem aplicadas na gestão da emoção, afastando-se de tais armadilhas, sendo elas a do comodismo, do coitadismo, da ausência coragem em assumir riscos e, finalmente, do medo em reconhecer os próprios erros.

Importantes apontamentos foram levados em consideração neste livro, os quais me permito fazer uma comparação ao Evangelho de João, na Bíblia Sagrada, em seu capítulo 5, do versículo 1 ao 8, onde persiste relato de um paralítico que por 38 anos aguardava por um milagre.

Descreve a Bíblia que quando Jesus seguia para uma festa em Jerusalém deparou-se com um paralítico, perto de um tanque que era considerado milagroso pelos judeus, intitulado Betesda, e ao vê-lo naquele estado, deitado, onde parecia estar por muito tempo, indagou-lhe: "Você quer ser curado?"

Uau!!! Jesus fez uma pergunta que para muitos poderia até mesmo ser considerada retórica, afinal, por óbvio que esse era o desejo daquele pobre homem paralítico.

Pois bem. Qual deveria ser a resposta?

Sim! Essa deveria ser a exata resposta, todavia sabe o que respondeu aquele doente que por 38 anos sofria de paralisia?

Respondeu ele da seguinte forma: "Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. (a água era agitada por anjos e quando fosse ela agitada, acreditava-se que pessoas que naquele momento fossem tocadas pelas ondas, doentes, eram curadas) Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim. Então Jesus lhe disse: Levante-se! Pegue a sua maca e ande. Imediatamente o homem ficou curado, pegou a maca e começou a andar.

Por vezes somos assim como esse paralítico. Sofremos de uma paralisia mental. Estagnamos a nossa vida em um comodismo tão desenfreado e esperamos que pessoas tenha dó de nós e que com isso possam se sensibilizar e nos ajudar, pois acreditamos que sem a ajuda de pessoas, sejam elas amigos, parentes, namorado (a), esposa, marido etc não conseguiremos nossos objetivos e, ao invés de lutarmos, preferimos o conformismo, deitados em nossas realidades, evitando, assim, qualquer risco ou erros a serem assumidos e, se não bastasse, lançamos a culpa na ausência de consolo, vivendo dia a dia como se fossemos coitados de uma dura realidade social.

Note o que Jesus fez. Mandou aquele homem se levantar, pegar sua maca e partir dali. Vejam, ainda, que a resposta do homem a indagação de Jesus não foi pedir a cura, mas reclamar da situação, reclamar da ausência de ajuda, reclamar da falta de oportunidade, quando a bem da verdade a maior oportunidade da vida daquele doente estava bem à sua frente, todavia, cego mentalmente, conseguia na ocasião tão somente enxergar a si mesmo como um dependente, um coitado, um doente e sem oportunidades.

É preciso encarar a situação. Se queremos uma mudança esta deve se iniciar de dentro pra fora. Não é preciso esperar a semana começar, o ano começar, o mês começar, o aniversário chegar, a promoção surgir, o amor aparecer etc. Se quer mudança, reaja! Saia do comodismo que te expõe ao perigo da decepção. A diferença entre o desejo e o objetivo é que o desejo é volátil, momentâneo, enquanto o objetivo é persistência, mudança.

Levante-se e encare a realidade que é uma só. A mudança jamais virá dos outros, mas de si mesmo e se quer mudança, agarre-se em seus objetivos e com fé prossiga.

Um beijaum do Prof. e até nosso próximo encontro.

Sucesso,


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